Quando a moda e o esporte se unem

76

 

Quer lugar melhor para falar de moda e esporte do que a única etapa do Campeonato Mundial de Wakeboard, no Brasil? O evento, que acontece há sete anos em Nova Lima, Minas Gerais, é um dos poucos no país que reúne, em um só lugar, esporte e festas badaladíssimas. Imagine só, os maiores nomes do wakeboard nacional e mundial e duas grandes festas, uma no sábado e outra de encerramento no domingo com shows de bandas e vários DJ’s. Uma junção que atrai um público eclético, com muita gente bonita, algumas verdadeiramente interessadas na performance dos atletas dentro d’água, outras, indiferentes às disputas, mas ligadas às tendências da moda e ao sucesso na balada.

O cenário para os desfiles é convidativo, o clube que sedia o evento esbanja um lindo gramado verde com árvores altas e frondosas e fica às margens da Lagoa dos Ingleses, que mesmo bem vazia, está longe de perder seu charme. A prática esportiva e as festas não acontecem simultaneamente, mas mesmo assim, quem tem como foco assistir às competições, acaba se perdendo entre um modelito e outro que circula pela “arquibancada”.

Portanto, prepare o seu fôlego, mais do que saber que a mineira Teca Lobato suou seu “long john” (roupa de neoprene) para conquistar o campeonato brasileiro pela sétima vez; ou saber que um moleque de apenas dez anos de idade, chamado Gabriel Benetton, já compete de igual pra igual com atletas bem mais velhos; ou, tá acabando, saber ainda que o australiano Harley Clifford sagrou-se campeão mundial da etapa; é estar por dentro de qual roupa usar durante as festas que recheiam o campeonato.

Com temperaturas entre 13 e 21 graus, as mulheres puderam abusar de casacos de couro e botas de diferentes tipos e tamanhos. Entre as tendências, botas “over the knee” (acima do joelho) e vários acessórios de cabeça como gorros e chapéus. A stylist paulistana, Kika Cabrera que trabalha no universo masculino de revistas conceituadas, chamou a atenção para a peça que figurou como a preferida pelas mulheres: os coletes de pelo “fake” (falso) de diversos tipos, cores e tamanhos. “Elegantes e quentinhos, eles dão um ar sofisticado ao visual.” Já entre os homens, lá estava ela por toda parte, a tão amada camisa xadrez, um clássico do inverno.  Também como tendência, Kika observa: “os homens estão se cuidando mais, eles estão mais preocupados com a camiseta que vai por baixo do casaco, com o boné, com o corte da barba, do cabelo e estão superbem vestidos. Os homens brasileiros, finalmente, estão vencendo o preconceito e se arriscando mais na moda, preocupados com o que vestir. ” Este rompimento de barreiras se reflete também no esporte. “O wakeboarder sempre achou que ele tinha que usar a roupa de borracha, que é um acessório usado pra entrar na água em baixas temperaturas, com uma bermuda de tactel por cima. Isso porque o “long jonh” fica justinho e dá uma silhueta que eles não gostavam. Já nesta temporada, dois grandes nomes do wake brasileiro que são: o Marreco (Marcelo Giardi) e o Deco (Luciano Rondi) competiram só de “jonh”. Eu particularmente prefiro assim e acho que não tem nada a ver uma bermuda por cima”, desabafa Kika.

Para não perder o foco, Kika orienta; antes de seguir tendências, observe se a peça em questão combina com o seu estilo de vida, combina com você, se te deixa confortável. “A moda hoje é prática, tudo está na moda, mas você tem que saber usá-la a seu favor. ” Resumindo, seja no wakeboard ou na balada, a sua personalidade deve ditar qual tendência seguir e não o contrário. Aproveite o seu melhor!