Sede de viver

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Muitas coisas me inspiram. Paisagens, mares e, principalmente, fotos de surf. Na maioria das vezes, surf feminino. Fotos e vídeos me motivam a voltar ao mar e buscar sempre a evolução nesse esporte que escolhi como desafio, lazer e estilo de vida. Admiro a onda que aquela menina pegou na Indonésia, o tubo que aquela outra tentou pegar na Costa Rica, a foto da minha amiga dropando uma onda grande no Hawaii, e aquele fim de tarde mágico em algum lugar do litoral de São Paulo, com o vento terral alisando as ondas.

Agora, entre todas as imagens e atitudes que me inspiram, existe uma única garota com uma história que realmente me emociona. Não se trata de mais uma surfista, se trata de uma heroína que a cada dia vence obstáculos, provando para si mesma e para o mundo que toda a dificuldade nos fortalece.

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Bethany Meilane Hamilton é aquariana, surfista, americana, casada e já já completa 25 anos de vida. Até então tudo normal. Em 1998, ganhou seu primeiro campeonato, o primeiro de mais de 14 outros de participou e ficou entre os 1ºs e 5ºs lugares. Sua carreira no surf é sólida por ser uma atleta completa, competitiva, concentrada e extremamente bem preparada para encarar as ondas mais cobiçadas do North Shore. O único “detalhe” é que dos 14 campeonatos que venceu, 12 ela surfou com um braço.

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Aos 13 anos de idade, Hamilton sobreviveu a um ataque de tubarão em um “secret spot” no Hawaii, e teve o seu braço esquerdo amputado. Motivo que, para muitas pessoas, seria o início do fim da vida… Mas não para ela. Determinada a não se abalar, Bethany só pensava em voltar a pegar ondas. E foi justamente o que fez! A cada dia ela se adaptava a essa nova fase, seja em pequenos gestos cotidianos, como se vestir e cuidar da casa, seja dentro do mar, remando e surfando as melhores ondas do mundo.

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Sua trajetória inspira muitas pessoas. Virou livro, filme, diversas matérias e capas de revista. Tudo porque, a força de viver e seguir em busca dos seus objetivos foi maior do que se entregar à infelicidade de perder um braço. É importante ao nosso crescimento se reinventar, se adaptar, ser feliz e grata por quem somos, independente das nossas dificuldades – grandes e pequenas.

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Depois de conhecer a história de Bethany Hamilton, passei a acreditar no velho ditado popular: “O que não mata, fortalece”.

ALOHA

Por Batira Bejarano

Fotos: divulgação